Faustão e a fila de transplantes no Brasil

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Nos últimos dias a gravidade do estado de saúde do ex-global Fausto Silva trouxe à tona diversas dúvidas sobre a fila de transplantes de órgãos no Brasil. Internado por insuficiência cardíaca desde o início do mês de agosto, o apresentador aguarda por um novo coração e muito tem sido questionado sobre o assunto:

Faustão esperará na mesma fila que as demais pessoas? Quem decide a ordem de prioridade dos pacientes que aguardam por um transplante no país? É possível utilizar poder econômico e influência para “furar” a fila e receber um transplante de órgão mais rápido? Quem fiscaliza essa fila? É possível comprar um órgão humano? 

Acompanhe a seguir e saiba mais sobre o assunto!

O comércio de órgãos humanos é proibido em quase todos os países do mundo, sendo uma prática condenável por uma série de questões éticas, morais e de direitos humanos. Essa proibição se baseia no fato de que a possibilidade de compra e venda desse tipo de material poderia levar a práticas inaceitáveis, como a exploração de pessoas vulneráveis e o tráfico de seres humanos.

Dessa forma, a maior dos sistemas de transplante oficiais dependem de doações gratuitas, voluntárias e altruístas, sendo o processo de destinação de órgãos regulamentado por regras rígidas com fiscalização ampla, realizada inclusive por agências internacionais que visam coibir práticas ilegais condizentes com o tráfico de órgãos.

No Brasil, os transplantes de órgãos são realizados principalmente através do Sistema Único de Saúde (SUS), sempre de forma coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes, que é subordinado ao Ministério da Saúde.

Por lei, o SUS é um sistema universalista, o que significa que foi projetado para oferecer serviços de saúde igualitários e abrangentes a todos os cidadãos brasileiros, independentemente de sua renda, situação social, local de residência, idade, raça, gênero ou qualquer outra característica. Isso significa que todos os cidadãos brasileiros têm o direito ao acesso igualitário aos serviços de saúde financiados pelo SUS, incluindo os transplantes de órgãos.

Ao serem incluídos na fila de transplantes, pacientes que precisam de um novo órgão passam por avaliações médicas abrangentes, incluindo exames de sangue, testes de compatibilidade, exames de imagem e avaliações cardíacas, psicológicas, nutricionais e sociais. Essa caracterização é utilizada para análise das chances de sucesso do procedimento e também da urgência com que o transplante precisa ser realizado.

A alocação de órgãos pelo Sistema Nacional de Transplantes é feita com base nos critérios médicos levantados, na compatibilidade entre doador e receptor, no tempo de espera na fila e em outros fatores. Alguns estados brasileiros adotam um sistema de pontuação que visa selecionar quem é mais adequado para receber o órgão, sendo que os pacientes mais graves e com maior urgência tendem a receber prioridade. O objetivo principal é garantir a disponibilidade justa e ética de órgãos para pacientes que realmente precisam, sem permitir que qualquer tipo de comercialização ilegal ocorra.

Em resumo, considerando a legislação brasileira, é possível dizer que, apesar de seus indiscutíveis atributos como comunicador e de sua privilegiada situação financeira, Faustão aguardará na fila de espera por um novo coração, tal qual as demais pessoas em condição de saúde semelhante à dele. É possível dizer, no entanto, que sua fama e influência podem ajudar a aumentar a discussão e a conscientização sobre a importância da doação de órgãos, aumentando também as chances de pessoas que aguardam por uma possibilidade de sobreviver com mais saúde.

Segundo a Central Nacional de Transplantes, ligada ao Sistema Nacional de Transplantes, 386 pessoas aguardam hoje por um coração no Brasil. Essa espera pode chegar a meses, o que reduz progressivamente as chances de sobrevida dos pacientes.

É consenso que a principal forma de reduzir essa fila é aumentar o número de doadores de órgãos. Para isso diversas medidas podem ser consideradas como, por exemplo, o desenvolvimento de sistemas legais eficazes para o registro de consentimento para a doação, incluindo a possibilidade de utilização de sistemas de doação presumida (como ocorre em países como Espanha, França e Suécia); a realização de campanhas de sensibilização e educação que reduzam a recusa familiar em doar os órgãos de entes queridos falecidos; mas, principalmente: a conscientização de que a DOAÇÃO DE ÓRGÃOS PODE SALVAR VIDAS.

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Sua decisão pode mudar destinos. Se estiver interessado em se tornar doador de órgãos, manifeste essa vontade aos seus familiares e registre a decisão em documentos oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação ou o RG.

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A Target Medicina de Precisão é referência na realização de testes moleculares para centros transplantadores. Nosso compromisso é garantir exames de alta qualidade em menor tempo possível, melhorando as condições de assistência aos pacientes em fila ou já submetidos ao tão aguardado procedimento. 

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Faustão e a fila de transplantes no Brasil

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Revisão: v2 (31/05/2022)