Infecção por Citomegalovírus ou Toxoplasmose?

Uso de Painel Molecular Viral no diagnóstico diferencial de uveíte

Paciente (sexo feminino, 71a) procurou atendimento de urgência oftalmológica apresentando quadro clínico compatível com uveíte - inflamação na parte interna dos olhos que é uma das principais causas de cegueira no mundo. Devido a gravidade do caso, a paciente foi internada para acompanhamento.

Por serem fruto de inflamação que pode ser causada por distintos patógenos, incluindo vírus, protozoários e bactérias, as uveítes infecciosas apresentam múltiplas abordagens terapêuticas possíveis. Na prática clínica, muitas vezes, o diagnóstico específico do agente causador não é possível, sendo o tratamento de escolha adotado após a exclusão de uma ou mais hipóteses diagnósticas feitas, por exemplo, com base no exame clínico e em questões epidemiológicas.

No caso em questão, as características da lesão ocular apresentada pela paciente levou a médica responsável a duas possíveis hipóteses diagnósticas: uveíte infecciosa causada por citomegalovírus (CMV) ou por Toxoplasma gondii. Para esse diagnóstico diferencial, solicitou a realização do Painel Molecular para Uveítes Virais (UVEPM01) da TARGET em amostra de humor aquoso. 

A amostra colhida pela médica no hospital foi recebida pela TARGET e imediatamente processada, sendo o resultado clínico liberado menos de 4 horas após o recebimento do material. Nenhum dos vírus avaliados pelo painel UVEPM01 foi identificado na amostra, o que permitiu descartar a hipótese de que o quadro de uveíte observado era causado por citomegalovírus (CMV). A paciente recebeu, então, tratamento específico para toxoplasmose. O tratamento foi  continuado em caráter ambulatorial, permitindo a alta hospitalar.

O uso assertivo do Painel Molecular para Uveítes Virais (UVEPM01) da TARGET permitiu o rápido diagnóstico diferencial do caso, direcionou o tratamento adotado, aumentou suas chances de sucesso e diminuiu de forma importante o tempo de internação hospitalar da paciente acometida. 

Vale a pena destacar a capacidade de exclusão da hipótese de infecção pelo CMV diante do resultado negativo para o vírus. Nem todos os exames com resultados negativos permitem esse tipo de conclusão. Para que um exame negativo possa trazer esse nível de confiança é necessário que sua sensibilidade seja elevada, como no caso do UVEPM01

Os exames de biologia molecular normalmente têm alta sensibilidade, permitindo, em muitos dos casos, excluir um diagnóstico quando o exame é negativo.

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